domingo, 18 de setembro de 2011

Outubro

   

Sábado à noite, saio para procurar um filme interessante. A ideia era assistir "Cortina de fumaça", se não fosse o único na cidade pensar isto. Depois de trocar uma ideia com Moisés, projetista e bilheteiro do cinema, até se propôs  a rodar só para mim, mas seria muito deprê. Decido então, ir para Botafogo, onde conheço 3 cinemas bons e que exibem filmes fora do circuito Hollywoodiano. 
Chegando lá, já vejo no letreiro um que está começando. Bom, melhor do que esperar mais de uma hora para exibição nas outras salas. Compro o ticket só sabendo o nome do filme. Entro na sala e já perdi os trailers , que provavelmente seria o melhor da sessão.
Outubro é mais deprê, do que eu assistindo cortina de fumaça sozinho na Glória. A fotografia, que mostra uma Lima que lembra o Brasil dos anos 80, só que empoeirada,  é o de melhor do filme, mas mesmo assim, mas não achei que valha a pena. Até onde lembro, primeiro filme peruano que assisto.

 Esse então vai para a lista do bonequinho tirando um ronco.

sábado, 17 de setembro de 2011


Lobão - 50 ANOS A MIL


Entrei numa de ler um pouco sobre músicas e músicos e um amigo, que sempre indica bons livros, havia ficado extasiado com este livro. Como um bom curioso não pude deixar de ler... Leia e vire amigo do Lobão irreverente, polêmico, ácido, revolucionário e apaixonado pela música. Mas cuidado...


"A certeza da certeza faz o louco pensar que é Gênio" Lobão.

21 gramas

Um filme que nos faz pensar sobre o peso que tem a tomada de cada decisão em nossas vidas. Nada ligado à "grandes decisões", mas decisões corriqueiras que no fim, sim, mudam de algum modo o decorrer de algum movimento na nossa história. Pois bem, quanto 'pesa o peso' de tudo que nem sequer pensamos em pesar?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Diversidade, educação e o futuro de uma nação...




Bom, decidi escrever sobre um tema que foi assunto do almoço com os amigos de trabalho.
Entrando em uma discussão sobre diversidade cultural. No meio do assunto comecei a divagar sobre a importância da diversidade na nossa educação, então...

Por um motivo qualquer na conversa, tivemos que definir o que era cultural. Então me lembrei de minhas aulas de sociologia, e de uma definição bem simples do que era "Fato Social" também sinônimo de "Cultural" e podemos dizer que tudo que um indivíduo poderia não fazer se tivesse nascido em outro local. Bom este é um teste fácil para saber se algo é cultural ou não. Eu falo português porque nasci no Brasil, se tivesse nascido Inglaterra, falaria inglês. Ou seja, idioma é cultural ou fato social. E por aí vai.

Mas cade a diversidade?
E é bom deixar claro que existe diversidade, além de só aceitar o casamento entre mesmo sexo. Vai muito além disso. Mas muito mesmo. Já que muitos acham que sabem conviver bem com a diversidade só porque levantam a bandeira do respeito a diversidade dos sexos, mas só conseguem conviver com o mesmo grupo, só porque meu grupo é mais …. mais qualquer coisa. Me desculpem, mas isso está longe de ser conviver com a diversidade. Isto é só uma forma mais cult de isolamento, distânciamento da diversidade. E estou vendo isto todo dia, e parece que cada vez mais. Uma falsa ideia de que deixamos o racismo no passado e hoje aceitamos a diversidade.

Diversidade, considero que está muito mais ligada a capacidade de entender as diferenças culturais. Não necessariamente colocar todas as diferenças dentro do mesmo caldeirão, até porque assim acabaria com as diferenças. Mas saber respeita-las, por mais estranho que nos possa parecer e aceitar que o mais comum para mim pode ser diferente para o meu vizinho. E não só isto, mas também entendê-las sem o preconceitos de nossa própria cultura.

E vejo aqui um dos maiores benefícios advindos da diversidade, que é questionamento a nossa própria cultura. Quebrar tabus e preconceitos que estão tão arraigados que nem mesmo conseguimos enxergar, nem sabíamos que existiam. E o que nos seca assim? Muitas vezes é provocado pelo tal fato social, ou seja, pela visão unilateral formada na nossa própria cultura. Lembro a emoção e náuseas provocadas quando comi e descobri que em um outro local o feijão não é servido temperado com sal e sim agridoce. Como? Feijão doce? Que coisa de doido. Doido se eu pensar que todo mundo tem que fazer o que faço, com os olhos da minha cultura. Bom, entenderam.

Vamos lá, estamos no caminho da libertação.
Libertação das amarras culturais. Libertação do que as outras gerações já deixaram prontas para mim sem que eu pudesse escolher, até porque eu nem sabia que havia outra possibilidade. Até então feijão só poderia ser salgado, e isto era uma verdade irrefutável.
Mas se eu começo a questionar quem colocou o sal no tal do feijão. E porque não açúcar?

Depois disso eu posso começar a questionar outras verdades, desenvolver meu senso crítico. Logo logo estarei a criticar minha própria cultura, ao invés de julgar a outra como diferente e rir dela.
E o dizia mesmo a diversidade? Ser capaz de aceitar o próximo ou sua cultura. Não só porque é lega, mas porque desenvolvi esta habilidade, agora existem mais possibilidades. Não sei se poderei entendê-la, mas pelo menos respeitá-la.

Legal, e a educação?
Se me fosse ensinado sobre diversidade na escola, sobre outras culturas e como respeita-las, seria mais fácil. Só não me recordo se é este tipo de educação que estamos acostumados a ter no Brasil?
Lembro como fui ensinado a decorar.
Decorar tabuada, os mapas, as capitais, as datas. E hoje já não lembro de mais nada.
Somos ótimos em decorar, mas não me ensinaram a entender a diversidade?
Tivemos que aprender na marra, na vida.
Será que não seria ótimo nos ensinar diversidade, não só nas escolas, mas principalmente lá, sim.
Para NÃO começarmos a acreditar, como nossos pais acreditavam, que todos os políticos são corruptos e que não podemos mudar tudo isso. Me lembro claramente, que na minha infância existia a verdade que todos os políticos eram corruptos, que não adiantava votar e que isto nunca ia mudar. Ahhhh cultura. Apesar que, realmente a estatística não ajuda muito a desmentir este tabu, mas será que é isto mesmo? E isto ainda perdura hoje em dia, você acredita?
Será que em todos os países os políticos tem os privilégios que tem aqui? recebem salários tão altos e possuem todas as imunidades? Quase deuses do Olimpo!
Bom, a diversidade me ajudaria a entender isto.
Se além de saber em qual continente fica, por exemplo a Noruega, entender como é o sistema político deles? Será que é igual o nosso? E os políticos são todos corruptos como os nossos?
Bom, vou estudar sobre a Noruega e volto depois....

sábado, 14 de agosto de 2010



Darwin do Sec XXI

O que mudou desde a publicação de “A origem das espécies” em 1858 até os dias de hoje, onde o conhecimento é algo disponibilizado fácil e gratuitamente?
Para quem vive em um país extremamente religioso, muito pouco.
Não estou falando de países ou segmentos ortodoxos.
Estou falando de uma nação, eloqüentemente classificada como fundamentada em um sincretismo religioso.
Talvez a Inglaterra Vitoriana tenha passado por grande conflito entre o criacionismo e o evolucionismo, mas ainda me deparo com debates muito aquém das indagações de Darwin. Neste país não racista e religiosamente liberal.
Orgulho para aqueles que têm em seus estudos, uma participação especial dos caminhos de Darwin, principalmente quando sinalizados por placas que indicam o “Caminhos de Darwin”, e um patriotismo orgulhosos pela passagem deste naturalista britânico pela região. Contudo, nem sequer sabem o que diz seus escritos. E se soubessem, muito provavelmente, o excomungariam.


Um século e meio após sua publicação, muito do que afirma Darwin ainda causaria espanto em uma multidão desinteressada cientificamente.
Este sentimento é comum à grande maioria de ateus que têm coragem de se pronunciar e explicitamente dizer que não acreditam na existência da varinha de condão; que todos os animais possuem a mesma importância no ecossistema global ou ainda, que não somos seres divinamente escolhido e que graças a isto, não podemos exterminar outras espécies.
Nossa origem comum, nossa evolução na escala geológica, pode parecer blasfêmia e anárquica para alguns. Questionamentos como: então porque fazer o bem? ou, Já que não existe céu, porque eu deveria respeitar o próximo? Fazem parte do cotidiano de qualquer ateu declarado.
Muito me impressiono, sobre os aspectos patriarcais de um ser com características de dominação, julgamento e condenação que o ser humano necessita. Sem eles, não haveria necessidade de respeito ao próximo e as outras espécies. Se não houver castigo, não há necessidade de bondade.
Darwin tentou demonstrar cientificamente o que muitos acreditavam e questionavam há anos. A dominação religiosa sobre a maioria sem instrução, sem senso crítico.
Mesmo algo inimaginável no século XIX, isenta de globalização, livre informação e textos até então restritos a bibliotecas internacionais. Hoje acessíveis em qualquer canto esquecido do globo, causador de espanto, mal estar e questionamento.
Assim como na Inglaterra Vitoriana, onde Darwin viveu, quanto na atualidade, resistente às suas teorias, ainda existe reflexão.
Mas, em caso de dúvidas, desliga a televisão (isto pode lhe causar uma depressão profunda) e leia “A origem das espécies” de Charlie Darwin.
E tenha sua própria opnião.
Advertência: Este procedimento pode causar dor, caso seja defensor restrito de uma teoria qualquer, ou assistam ao filme: “criação”

terça-feira, 23 de março de 2010

Sou da geração dos nascidos na década de 80. Somos tão criticados pela falta de engajamento político. Não passamos por nenhuma grande guerra, não passamos por nenhuma grande revolução, muito menos por nenhum grande debate ideológico. As nações já haviam se posicionado em relação ao capitalismo ou socialismo. Não fomos a geração participativa nestes temas.



Diretas já???? Éramos muito novos!!!

O petróleo é nosso!!! Nem se fala!!!



Woodstock??? Gostaria, mas era um espermatozóide, no máximo.



Tive a sorte de estar e participar em Londres realizaram o “Live 8”, que foi muito pouco divulgado no Brasil.

Sinto que em nossa querida pátria, não somos, muito menos queremos ser envolvidos nestes debates. Já temos nossos próprios problemas. Temos educação, saneamento básico e favelas para nos preocupar.



O que o Brasil está fazendo no Haiti, com tanta pobreza aqui?



Mas é esta a atitude dos mais humildes. Se você já pediu dinheiro na rua, mesmo que no trote de faculdade, percebeu que quem mais ajuda são os que estão nos carros mais humildes. Os carros mais caros, sempre sobem os vidros.

Isso também se reflete nas nações. São nações como nós que irão fazer alguma diferença para as que estão piores condições do que nós mesmos. E existem várias. Você tem o que comer, muitos não!



Atualmente, o tema em grande debate é o impacto ambiental, provoca pela transformação do homem no meio ambiente. Muito modificamos o ambiente. O habitat rural não é mais o principal agrupador de famílias. Elas já se aglomeram, em sua maioria, no ambiente construído pelo homem.



Por mais que este ambiente nos traga benéficos, devemos um respeito e reverência a grande mãe natureza.



Façamos também o nosso Woodstock. Em algumas décadas seremos lembrados por ‘a geração que se preocupou com o impacto ambiental’.



Então participe, faça história, faça diferença no mundo....


Em 27 de março, das 20h30 às 21h30, o mundo inteiro vai apagar as luzes e protestar contra o aquecimento global.
Lembre-se. 27/03/2010
A Hora do Planeta 2009 teve meio bilhão de participantes em 88 países. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor e outros ficaram uma hora no escuro.


Com a sua ajuda, este ano vamos chegar a 1 bilhão de participantes. Será uma demonstração grandiosa de que a população do planeta exige o combate aos efeitos das mudanças climáticas.


Eu estou neste movimento. Entre no site www.horadoplaneta.org.br e junte-se a nós!